A anencefalia - uma anomalia congénita letal, caraterizada pela ausência de partes do cérebro, crânio e couro cabeludo, resultante da falha do encerramento do neuroporo anterior durante o desenvolvimento embrionário - é uma doença rara, ainda mais se estivermos a pensar na obscuridade remansosa do passado. Por isso, o artigo «Insights into the anatomical expressions of anencephaly in three infants from 17th to 19th- century Lisbon, Portugal» agora publicado no International Journal of Osteoarchaeology oferece uma oportunidade de conhecer melhor as manifestações de anencefalia numa população histórica. A análise detalhada de três esqueletos infantis provenientes da necrópole de não-adultos no convento de São Domingos, em Lisboa, não só permitiu a identificação desta malformação congénita num contexto histórico e arqueológico relativamente bem conhecido, como também compreender a latitude de expressões ósseas associadas à condição.
Podem obter o artigo aqui.
[Marina Lourenço, Francisco Curate, Eugénia Cunha, Insights into the anatomical expressions of anencephaly in three infants from 17th to 19th- century Lisbon, Portugal, International Journal of Paleopathology, Volume 49, 2025, Pages 119-127, https://doi.org/10.1016/j.ijpp.2025.04.001]
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