Charles Darwin nasceu há precisamente 216 anos, no dia 12 de fevereiro de 1809, em Shrewsbury, Inglaterra. Mais famoso que lido, mais vilipendiado que estudado e mais cultuado que interpretado, poucos o conhecem verdadeiramente além do anedotário inane que vai fazendo o seu caminho pela historiografia mediática. Deixo aqui um excerto de uma recensão a uma biografia do naturalista inglês - Darwin: uma vida de ciência - que escrevi para a revista Antropologia Portuguesa já lá vão uns longínquos 19 ou 20 anos. Podem descarregar o resto do texto aqui.
A publicação, em 1859, de On the origin of the species* by means of natural selection de Charles Darwin, abalou o edifício filosófico de matriz judaico‑cristã que estribava desde há quase dois milénios a civilização Ocidental. Darwin e, concomitantemente, Alfred Russell Wallace, ao admitirem conceitos como especiação e descendência com modificação e mostrando como a selecção natural podia explicar o aparecimento de todas as espécies vivas, desassossegaram tumultuosamente a ethos vigente na sociedade vitoriana, repudiando o fixismo das espécies.
*Torna-se agora impossível esconder a influência por detrás do título deste blogue.
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