Acaba de se publicar mais um paper filiado numa já longa série metodológica que, desde 2016, vem propondo técnicas de estimar o sexo biológico a partir do esqueleto humano e das suas partes constituintes, os ossos. Este artigo - Sex Estimation from the Fibula and Tibia: A Study in Three Portuguese Reference Collections - não apresenta novidades do ponto de vista estatístico (os modelos de predição baseiam-se na regressão logística, permitindo uma estimativa probabilística do sexo biológico) mas, além de ter sido elaborado a partir de amostras de três coleções osteológicas Portuguesas de referência, foca-se em dois ossos - menos a fíbula que a tíbia, ainda assim - que poucas vezes são considerados como relevantes na propedêutica bioarqueológica ou forense, e muito menos durante as análises laboratoriais ditas ponderosas.
Este trabalho propõe modelos com mensurações fibulares e tibiais, isoladas ou em conjunto, com exatidão variável entre os 80.1% e os 89.7% (sob validação cruzada), e entre os 82.5% e 91.7% (amostra de teste). Os modelos que usam variáveis da extremidade distal da fíbula são particularmente interessantes porque incidem sobre uma região do esqueleto usualmente negligenciada nos grandes trabalhos de investigação relativos ao dimorfismo sexual do esqueleto – além disso, é uma região esquelética que se preserva relativamente bem, tanto em contextos arqueológicos, como em contextos forenses.
[Marques, S.; Pinto, C.; Ferreira, M.T.; Garcia, S.; Curate, F. Sex Estimation from the Fibula and Tibia: A Study in Three Portuguese Reference Collections. Forensic Sci. 2025, 5, 2. https://doi.org/10.3390/forensicsci5010002]
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